04/03/2015

Entrevista com M.S. Fayes autora de Irresistível!



 Oi, galera!

  Hoje temos mais um post da Semana Irresistível e desta vez temos uma entrevista super legal concedida pela autora M. S. Fayes. Quem ainda não conhece aproveite para saber mais sobre a história, os personagens, como foi o desenvolvimento da trama e muitas outras curiosidades sobre a Trilogia da Lei. O bate-papo está excelente espero que vocês estejam gostando da semana especial e não deixem de conhecer essa trilogia apaixonante! ;)



1- Como surgiu a ideia de escrever na sua vida?

R. Se eu contar que foi logo depois de mergulhar de cabeça nos quatro livros da Saga Crepúsculo, vocês vão me bater? Então, foi bem por aí. Embora eu desde criança sempre tenha gostado de criar histórias em quadrinhos, eu nunca antes havia realmente pensado em parar e "opa, vou escrever um livro neste exato momento". Simplesmente aconteceu. Dezembro de 2011 eu comecei a escrever o Tapete Vermelho. Quatro meses depois ele estava pronto.

2- Quem são suas inspirações?

R. Bem, eu tenho minhas divas absolutas que serviram de inspiração para o meu estilo de escrita. Não que eu esteja pretendendo me igualar, mas foram estas autoras que criaram um conceito de romance na minha cabeça. Nora Roberts sempre. Amo os romances dela. Alguns melhores que outros, outros nem tanto. Judith McNaught, simplesmente maravilhosa na arte de criar roteiros e personagens inesquecíveis. Linda Howard, Sandra Brown, com seus romances policiais e intensos. Essas são as que sempre me vem à cabeça quando penso de onde surgiu a fonte de inspiração.

3- Tipos de livros que você mais gosta de ler?

R. Romance. Pode colocar aí bastante romance florzinha. Gosto mesmo. Passei a ler devorando os romances de banca. Lia escondido, trocava com uma amiga minha às escondidas, guardava embaixo do colchão. Sempre fui louca pelos romances históricos. Alguns eu guardo nítidos na minha lembrança até hoje, por conta das histórias inesquecíveis. 
Então deixa eu ver....eu leio.... romance, romance e....romance. Espera...e romance de novo. Hahahahaha
Não leio livro de autoajuda (nada contra quem lê ), livros técnicos só li na faculdade, biografias eu odeio ( meu marido adora...), não curto ler livros se suspense macabro, então não leio Stephen King de jeito nenhum. Hahahahah
E não posso dizer que leio os clássicos históricos brasileiros, porque estaria mentindo. Tipo : "ah, eu leio Dom Casmurro todo dia antes de dormir." Ou "Senhora é meu livro de cabeceira." Não posso mentir descaradamente pra vocês. Já li? Claro. Minha primeira graduação foi em Letras Português, então conheço Machado de Assis como ninguém. 

4- Muitas pessoas participaram no processo de escrita dos livros?

R. No Tapete Vermelho meu principal palpitador foi meu marido. 
No Absoluto, o conceito da história e concepção dos personagens surgiu num domingo de fofoca com uma amiga minha, a Jujuba. Estávamos falando mal das mocinhas dos livros e bla bla bla. Uma discussão acalorada sobre o fato das mocinhas serem tontas e muitas vezes chatas. Daí falei: "Cara...vou escrever um romance onde a mocinha seja tanto bonita quanto inteligente e gente boa."  Minha amiga do outro lado começou a instigar. E eu fui delineando os contornos do livro. Mocinha "prodígio" em direito. Advogado super poderoso e intenso. Paixão explosiva e simultânea. Um toque húngaro pra diferenciar. Daí vou explicar antes que você sequer possa fazer a sinapse da pergunta: Porque o cara é húngaro? Eu tinha acabado de reler os romances da Nora, os irmãos Stanilasky, que são russos. E eu achei fabuloso a dinâmica da família, o mix de cultura e tal.
Então, sintetizando, Jujuba e Alessandra passam a mão no livro, corrigindo erros jurídicos, acertando ponteiros e dando dicas de cena daqui e dacolá.
O Irresistível eu contei com várias betas e alfas. Hahahaha... captar opiniões sobre determinadas cenas, ou perfis dos personagens é sempre bom. Amplia o nosso horizonte. De todo, quem mais apalpou o Irresistível foi a Jujuba, novamente, porque ela é crítica pra cara...mba... E sempre tinha uma coisa ou outra pra malhar. Daí lá ía eu arrumar o bagulho.

5- Porque usar um pseudônimo? 

R. Puxa...essa do pseudônimo eu já respondi várias vezes e adoro explicar a razão. Eu queria algo misterioso. Um nome que pudesse estar na estante de uma livraria e alguém falar: "oh...uau...MS Fayes...que sobrenome diferente..." . E pensei...poxa...se J.K. Rowling, C.S Lewis, J.R. Tolkien, e tantos outros podem ter pseudônimos com suas iniciais, porque eu também não posso? Daí surgiu: M de Marta, S. de Sousa e Fayes do mix de Fagundes e Lopes. O Y no meio foi só pra dar um charme. 
Outra explicação plausível, porém meio louca. Eu tinha acabado de ler um romance da Sandra Brown, onde a locutora de uma rádio atendia pelo pseudônimo xis e ninguém conhecia a verdadeira dona da voz. Achei o máximo. Falei p editor do Tapete Vermelho e ele vetou a ideia. Droga...jogou água no meu castelinho de areia. Mas enfim, só nos Estados Unidos que uma coisa assim poderia funcionar bem né?! Por exemplo, o tanto de tempo que levou para que as pessoas descobrissem que Sylvain Reynard era um homem? Achei isso o máximo. 

6- Como foi a transição de um livro mais voltado para o chicklit, que era o Tapete vermelho, para o público adulto? Você teve dificuldade com a linguagem ou posicionamento dos personagens?

R. Foi diferente até mesmo por conta do estilo de narrativa. O Tapete Vermelho foi narrativa em primeira pessoa, sob o ponto de vista total da personagem feminina. Embora eu tenha dado umas nuances de como o James estaria se sentindo.
Fora o fato que é um livro mais juvenil, tipo YA, sem cenas mais aprofundadas do ponto de vista dos lençóis...hahahaha...
O Absoluto já foi em terceira pessoa, então criar o enredo à volta é até mais fácil. 
O Irresistível já ficou mais fácil ainda porque o crivo principal do livro 1 já estava feito.
Mas eu não classifico muito meu estilo de escrever com a faixa etária do público e mais pela forma como eu escrevo. Eu sou mais cômica, então gosto da abordagem engraçada em algumas partes, diálogos interessantes, essas coisas. Eu posso até escrever um livro sério, dramático, tenso, mas vai sair com muito custo, porque provavelmente eu vou acabar inserindo alguma coisa engraçada em algum lugar.

7- Alguns falam que o livro é erótico. Você considera sua trilogia como Erótico? 

R. Não considero de jeito nenhum. Inclusive quando a galera se refere a ele assim eu até estranho. E o que já aconteceu com muitas blogueiras e leitores do Absoluto, por exemplo, foi que realmente pensaram que era um livro erótico, quando na verdade não é. 
São românticos, sensuais em algumas partes, florzinhas e clichês se você considerar que falam de uma história de amor com final feliz. 
Tive leitores que se recusaram a ler inicialmente achando que fossem eróticos. Quando leram, perceberam que na verdade são mais românticos. Eu me considero uma noviça ao escrever cenas eróticas. Eu prefiro muito mais o lírico, implícito e poético do que o gráfico, escrachado e sem sentido. 
Leio romance erótico? Sim. Já li vários. Mas não são os meus habitués. Chega uma hora que a gente cansa de um determinado estilo, certo? 

8- Como é sua relação com os leitores?

R. Eu acho que posso dizer que faço questão de me relacionar bem com cada um dos meus leitores. Eu dou atenção a cada pedido, fico feliz com cada elogio, me sinto nas nuvens quando alguém sequer me equipara a pertencer ao mesmo patamar que determinadas autoras. 
Eu amo meus leitores de coração. Sem eles eu não estaria aqui, certo? Digo...como entrevistada...hahahahaah...
Uma boa enquete com os leitores é saber como eles veem as suas autoras do ponto de vista de atenção e carisma.


Eu adorei as respostas da autora! Fiquem ligados que ainda temos posts super legais da #SemanaIrresistível. Agora, me conta aí se você já conhece a Trilogia da Lei! ;)

Beijos, e até loguinho!
                                                                    

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