O Plano é o Amor.

Autora: Neiva Meriele
Editora: Giz Editorial
Páginas: 192
Gênero: Romance/Religioso
Avaliação:

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   Neiva Meriele é uma autora nacional que tive o prazer de conhecer o trabalho há pouco tempo. O primeiro livro que li dela foi A Hora da Verdade e além de ficar apaixonada pela história e pelos personagens também gostei bastante do estilo e da escrita da autora. 

  Portanto, quando soube do novo lançamento da Neiva logo fiquei animada e com grandes expectativas para conhecer a trama e mais uma vez a autora conseguiu me conquistar com um texto repleto de amor, fé e pureza.

  O Plano é o Amor narra a toca e inspiradora história de Giovana uma jovem que realiza o sonho de se casar com seu grande amor, Ricardo é o homem que ela escolheu para dividir sua vida. Em meio a tantos sonhos e planos, Giovana não esperava que precisaria enfrentar uma grande provação e obstáculo em seu caminho. 

  Depois de casados Giovana e Ricardo vão morar com Neli, uma tia que criou Ricardo como filho. A mulher não esconde que detesta Giovana, sempre causa intrigas e faz de tudo para destruir o casamento dos dois; Neli é uma pessoa amargurada que transforma a vida de Giovana em um inferno, mas o amor possui uma força que mudará o rumo da história desse casal.
[...] eu passaria pelas mais absurdas humilhações para manter o grande amor da minha vida sempre ao meu lado." pág. 37

  Há leituras que nos marcam tão profundamente que acabam se tornando inesquecíveis, este livro foi uma dessas leituras. O Plano é o Amor traz uma história tocante, cheia de amor, inspiração, mensagens de fé e o mais importante é que nos mostra como a palavra de Deus e a fé nele são capazes de nos mostrar o caminho certo nos momentos mais desesperadores de nossa vida. 

  O livro possui pouco mais do que 180 páginas é uma história curta, mas possui uma grande carga emocional que arrebata e comove o leitor ao nos mostrar como o perdão tem o poder de construir laços sólidos. 

 Neiva Meriele nos dá a oportunidade de acompanhar a evolução dos personagens e torcer por eles, em alguns momentos senti raiva do Ricardo por permitir que a esposa passasse por tudo aquilo; não aceitei a justificativa dele para aceitar viver sob aquelas condições, por outro lado admirei a força e a determinação da protagonista por seguir em frente e lutar pelo que acreditava e desejava; Giovana possui uma fé e esperança tão grande em Deus que suportou situações muito desgastantes ao longo da trama. 

  A narrativa não apresenta um enredo tão profundo ou personagens complexos,  os diálogos são simples, o tema abordado pela autora é ousado e pode não despertar o interesse de grande parte dos leitores, mas é o que tornar a história tão especial. O livro é narrado em primeira pessoa sob o ponto de vista da Giovana, ela nos conduz ao longo da narrativa de uma forma que nos sentimos em uma conversar com a personagem. 


  A capa do livro é linda, a diagramação está muito caprichada gostei muito do cuidado que a editora teve com o livro, as páginas são amarelas, os capítulos são curtos, a cada início de capítulo temos uma passagem bíblica. O livro está belíssimo! 

  O Plano é o Amor fala de perdão e do poder da fé e do amor, é uma história que coloca a religião em foco e por isso pode não agradar aos leitores em geral, portanto antes de ler o livro tenha em mente que apesar de tratar de ficção é também uma história que traz o evangelho e a palavra de Deus. 
 Para aqueles que apreciam narrativas religiosas e repletas de mensagens para levarmos para a vida, O Plano é o Amor é uma ótima leitura!

Os Relógios - Agatha Christie.

Autora: Agatha Christie
Editora: Globo Livros
Gênero: Policial
Páginas: 336
Avaliação:

  Os Relógios foi o livro que escolhi para dar início ao Projeto Agatha Christie 2016. Foi uma leitura rápida e bastante viciante assim como vários outros livros que li da autora. 

 No entanto, ao contrário do que eu imaginava Os Relógios apresentou uma narrativa um pouco diferente do que estou acostumada a encontrar nos livros da autora. Mesmo assim, deu para apreciar a história e o desfecho é tão bom quanto qualquer outro final dos livros mais famosos da Agatha. 

  Neste livro acompanhamos mais um caso do meu detetive favorito, o famoso Hercule Poirot. Logo no início da história o leitor se depara com a cena do crime; um homem desconhecido é encontrado morto na sala da casa de uma senhora cega chamada Miss Pebmarsh, na cena do crime quatro relógios misteriosos que não pertencem a dona da casa são encontrados e todos eles marcam exatamente quatro horas e treze minutos. 

  Sheila Webb, uma jovem funcionária do Escritório Cavendish é solicitada para um trabalho na casa de Miss Pebmarsh, quando chega na casa Sheila se depara com o cadáver; ela é a única pessoa na casa e a partir desse momento se torna a principal suspeita do crime. 

    
  Os Relógios foi inicialmente publicado em 1963 e não é um dos livros mais famosos da Agatha, mas despertou meu interesse por ser um caso do Poirot. A narrativa é envolvente e o mistério foi um dos mais difíceis que já li, a autora conseguiu me envolver de tal forma que não consegui solucionar o caso antes do final. 

 Neste livro o desenvolvimento da trama é um pouco diferente do habitual; a história é narrada em primeira pessoa sob o ponto de vista de Colin Lamb e em terceira pessoa nos capítulos onde o foco é o inspetor Hardcastle. Esse recurso fez com que toda a história se tornasse ainda mais misteriosa, o leitor tem nsse livro duas investigações paralelas e uma delas envolve o serviço secreto britânico. 

  O inspetor Hardcastle é quem está a frente na investigação do crime, esse detalhe foi o que mais me deixou ansiosa e inquieta durante a leitura. Hercule Poirot só aparece na narrativa quando Colin Lamb, que é um amigo de Poirot lhe pede ajuda para solucionar o caso. 

  A partir daí é que nosso detetive entra na história e promete solucionar o mistério sem sair de seu escritório. Por tanto, não temos uma narrativa movimentada com Poirot na cena do crime em busca de pistas e entrevistando os suspeitos. 

  Os Relógios é romance policial bastante intrigante e difícil de ser solucionado, mas com Hercule Poirot nenhum mistério fica sem solução. Para quem gosta de histórias policiais e suspense essa é uma boa leitura! 
                                                                               
                                           1º livro do Projeto Agatha Christie
  


Projeto: Agatha Christie.


    Hey, galera! Tudo bem?

 Hoje trouxe um post mais do que especial, mais um Projeto literário para 2016 aqui no Fascinada por Histórias. Vocês já sabem o quanto amo os livros da Agatha Christie, além de ser muito fã da obra dessa incrível autora. 
  No final do ano passado comecei a devorar um livro atrás do outro da autora e decidi que queria ler a maior quantidade possível de livros dela, assim resolvi colocar em prática um projeto no qual leria 1 livro por mês da Agatha. 
  Deu super certo por isso resolvi tornar o projeto oficial e continuar com ele em 2016. O pojeto funcionará da mesma forma que o Projeto Clássicos da Literatura; vou ler 1 livro por mês e quando finalizar a leitura trarei um comentário com informações sobre a obra e a minha opinião sobre a leitura. 
  Quem gosta do gênero e da autora e quiser participar também, está super convidado! Apenas faça um post no seu blog, deixe o link para eu visitar e comentar e embarque na leitura. ❤❤❤❤

                                              SOBRE A AUTORA



  Agatha Christie é, e sempre será, a Rainha do Crime. Soberana dos romances policiais, vendeu bilhões de livros pelo mundo e foi traduzida para 45 línguas, sendo ultrapassada em vendas somente pela Bíblia e por Shakespeare. Nasceu Agatha Mary Clarissa Miller, em 15 de setembro de 1890, na cidade inglesa de Torquay, mais precisamente na mansão Ashfield. Cresceu ouvindo as histórias de Conan Doyle, Edgar Allan Poe e Leroux, contadas por sua irmã mais velha, Madge. Mas foi a mãe que lhe incentivou a começar a escrever contos, quando um forte resfriado fez a menina Agatha ficar alguns dias de cama. Anos mais tarde, continuaria escrevendo encorajada por Eden Phillpotts, teatrólogo amigo da família. Já famosa diria que, no início, todas as suas histórias eram melancólicas e que a maioria dos personagens morria no final.

Em 1914, casou-se com o Coronel Archibald Christie (a quem ela chamava de Archie), piloto do Corpo Real de Aviadores. Com ele, além de herdar o nome com a qual se tornaria a maior celebridade dos romances policiais, Agatha teve uma filha, Rosalind. Deram a volta ao mundo juntos e, ao lado dele, a jovem Agatha chegou até a surfar em Honolulu. O divórcio entre os dois aconteceria em 1928.

O romance de estreia daquela que viria a se tornar a Rainha do Crime, O misterioso caso de Styles, foi concebido no final da Primeira Guerra Mundial. Foi depois de trabalhar como enfermeira, quando fora transferida para o dispensário que, junto aos medicamentos, voltou a pensar na ideia que mudaria para sempre a sua vida, como mostra o texto publicado em sua Autobiografia (publicada no Brasil em 1979 pela editora Nova Fronteira):

“Foi quando trabalhava no dispensário que concebi a ideia de escrever uma história policial. Essa ideia permanecia em minha mente desde o tempo em que Madge [sua irmã] me desafiara a escrevê-la – e meu atual trabalho parecia oferecer a oportunidade favorável. Ao contrário da enfermagem, onde sempre havia o que fazer, o serviço do dispensário tinha períodos muito atarefados e outros mais frouxos. Às vezes eu ficava de serviço só a parte da tarde, praticamente sentada o tempo todo. Depois de verificar que os frascos de remédios estavam cheios e em ordem, tinha liberdade para fazer o que quisesse, desde que não abandonasse o dispensário. Comecei a considerar que espécie de história policial poderia escrever. Visto que estava rodeada de venenos, talvez fosse natural que selecionasse a morte por envenenamento. Congeminei um enredo que me parecia ter possibilidades. Essa ideia permaneceu na minha mente, gostei dela e, finalmente, aceitei-a. Depois tratei da dramatis personae. Como? Por quê? E tudo mais. Teria que ser um envenenamento íntimo, devido à maneira especial como seria acometido o crime; teria que passar-se em família, ouso dizer assim. Naturalmente, teria que aparecer um detetive. Nessa altura, achava-me mergulhada na tradição de Sherlock Holmes. Por isso pensei logo em detetives. Não poderia ser como Sherlock Holmes, é claro: teria que inventar algo diferente, bem meu, mas também ele teria que ter um amigo íntimo, uma espécie de ator contracenante – não seria tão difícil assim! Retornei a meus pensamentos a respeito dos outros caracteres. Quem seria assassinado? (...) O verdadeiro objetivo de uma boa história policial é que o assassino seja alguém óbvio e que, ao mesmo tempo, por certas razões, descubramos que não é óbvio, e que, afinal, possivelmente não fora essa pessoa que cometera o crime.”

E assim nasceu O misterioso caso de Styles, trazendo pela primeira vez o detetive belga Hercule Poirot, personagem que conseguiria ser quase tão popular quanto Sherlock Holmes. E não só esse livro, como outros, foram influenciados pelo trabalho de Agatha no dispensário e possuem mortes por envenenamento.

Em 1926, após ter lançado a média de um livro por ano, Agatha Christie escreveu aquela que ficou conhecida como sua obra-prima: O assassinato de Roger Ackroyd. O livro, primeiro publicado pela editora Collins, marcou o início de um relacionamento autor-editor que durou meio século e rendeu 70 títulos. O assassinato... foi também o primeiro dos livros de Agatha a ser dramatizado – sob o nome de Álibi – e a fazer sucesso na West End de Londres. Mas o seu mais famoso texto levado ao teatro, A ratoeira, estreou em 1952 e é a peça que mais tempo ficou em cartaz em toda a história.

Agatha casou-se pela segunda vez em 1930 com o arqueólogo Sir Max Mallowan, 14 anos mais jovem. E foi ao lado dele que a escritora viajou para o Oriente Médio, apaixonou-se pelo Egito e inspirou-se para criar histórias como Morte no Nilo e E no final a morte.

Em 1971, Agatha recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico. Faleceu em 12 de janeiro de 1976, de causas naturais, aos 85 anos de idade em sua residência (Winterbrook), em Wallingford, Oxfordshire. Foi enterrada no Cemitério da Paróquia de St. Mary, em Cholsey, Oxon.

Além de um patrimônio avaliado em 20 milhões de dólares, deixou algumas obras prontas, publicadas postumamente, como Um crime adormecido, sua Autobiografia e a coleção de pequenas histórias Os casos finais de Miss Marple, Enquanto houver luz e Problem at Pollensa.

Ao todo, é autora 66 novelas policiais, 163 histórias curtas, duas autobiografias, vários poemas, e seis romances “não crime” com o pseudônimo de Mary Westmacott. Pioneira em criar desfechos impressionantes, verdadeiras surpresas para os leitores, seus textos seguem fascinando as novas gerações.
Sua única filha, Rosalind Hicks, morreu em 28 de outubro de 2004, também com 85 anos e, assim como a mãe, de causas naturais. A partir de então, os direitos sobre a obra de Agatha Christie passaram a pertencer ao seu neto, Mathew Princhard.

                                                                                  FONTE: L&PM Editores

             Para iniciar o Projeto Agatha Christie.

1. Um punhado de Centeio
2. Um corpo na biblioteca
3. A mão misteriosa
4. Mistério no Caribe
5. Um passe de mágica
6. A noite das bruxas
7. Morte no Nilo
8. Os elefantes não esquecem
9. O mistério do trem azul

Esses são os livros que selecionei para dar inicio ao projeto, assim que for lendo vou adicionado outros que despertarem meu interesse. Espero que tenham gostado da ideia. E se quiserem participar será um prazer compartilhar experiências literárias. ;)
E aí, gostam da Agatha Christie? Já leram algum livro dela? 

Beijos, e até mais!
                                                         
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